domingo, 6 de setembro de 2009

A LUTA DE CLASSES

Segundo Karl Marx, “a história da humanidade é a história da luta de classes”, de um lado está o burguês, dono dos meios de produção e gestor da sociedade capitalista, do outro o proletariado, que vive às margens da democracia, à mercê do perverso sistema capitalista e obrigado a vender o único bem que o pertence, a sua força de trabalho e se sujeitar às políticas de exploração burguesa, em outras palavras, de um lado está o opressor e do outro o oprimido.

Entende-se pela divisão da sociedade nestas duas grandes classes sociais, burgueses e proletários, a estratificação social e econômica. Por estratificação, entendemos a distribuição dos indivíduos em grupos e camadas hierárquicas. Essa distribuição se dá pela sua posição social, pelas atividades que exercem e pelos papéis que desempenham na estrutura social. A estratificação também pode ser, política ou profissional.

A sociedade moderna burguesa [ou sociedade capitalista], surgida das ruínas da sociedade feudal, não aboliu os antagonismos de classes. Apenas estabeleceu novas classes, novas condições de opressão, novas formas de luta em lugar das velhas” [1].

A geração dos senhores feudais da Idade Média, por exemplo, se tornou a dos grandes industriais burgueses de hoje e a dos vassalos a classe proletária. Esta seria uma simples análise que nos serve de referência ao comparar a transformação das relações entre opressores e oprimidos da Idade Média para a Contemporânea.

Como podemos perceber, os conflitos e as ações de opressão e exploração, continuam presentes e atuantes em nossa sociedade, bem como na época de Marx, mas por outro lado, a relação de exploração do proletariado vem se tornando cada vez mais impiedosa e inescrupulosa.

Segundo Marx a burguesia é uma classe revolucionária, pois sempre consegue manter sua hegemonia, mesmo em épocas de crise, prestes ao rompimento, “renasce das cinzas”, ainda mais poderosa.

Ainda não contente com a dura rotina de exploração ao que os proletários são obrigados a se submeter, a burguesia re-surge com uma nova ferramenta, mas agora para controlar a mente e alienar a classe trabalhadora. Essa ferramenta aparentemente inofensiva está personificada nos novos meios de comunicação e nas novas formas de mídia. Desta maneira a burguesia se faz ainda mais presente na vida do proletário.

Até agora discutimos uma problemática que vem se arrastando durante muitos e muitos anos, mas ainda não propusemos uma solução definitiva; isso se dá pelo fato da relação entre burgueses e proletários ser extremamente necessária nas condições em que vivemos hoje, até porque, se estas rotinas de exploração decaíssem, com certeza sofreríamos uma crise na “democracia”.

Partindo para uma investigação mais ampla, podemos nos questionar também sobre a democracia qual fazemos parte. Será que podemos chamar de democracia, um sistema baseado na exploração do trabalho das pessoas? Uma sociedade firmada na segregação entre pobres e ricos, e na deturpação dos direitos do proletariado, é de fato democrática?

Enfim, tais respostas devemos buscar por conta própria, uma vez que não queremos ser tendenciosos ao responde-las abertamente por meio desta postagem, mas partindo de uma essência e razão verdadeiramente necessárias, entendemos que democracia é o governo de todos ou da maioria; portanto, podemos ao menos encontrar algumas contradições em nossa conjuntura política e social dita democrática, tal onde a maioria da população está desprovida do básico e essencial para viverem com dignidade.

Então, consideramos que democracia sem conscientização não é o mesmo que conscientização sem democracia, conseqüentemente, a conscientização é independente à democracia.
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[1] MARX, Karl e ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista.

PORTAL COMUNISTA - publicação de WILLIAN DE SOUZA famousstudio_willian@yahoo.com.br

Um comentário:

Nicolae Sofran disse...

A perversa exploração da Elite Socialista Global do Capital Comunismo Multinacional e seus bundas moles comunistas, foram derrubados em um dia, em 1989 na Rússia e Europa do Leste!