quinta-feira, 30 de abril de 2009

DO THE EVOLUTION - Pearl Jam

Faça a evolução, este é o perverso lema do capitalismo e do imperialismo, carregado de princípios excludentes, onde só os estadunidenses têm vez, ou seja, os demais povos não fazem parte do sistema, e serão pouco a pouco dominados e exterminados, pois nada pode impedir a evolução.
O capitalismo junto ao imperialismo evidenciam seu poder pela grande destruição que promovem por onde passam, quando encontram algum tipo de resistência os impactos são maximizados, pois os Estados Unidos não poupam poderio militar para amedrontar e impressionar os países subdesenvolvidos.
Irresponsavelmente, promovem a dominação dos povos considerados inferiores, sem nenhuma preocupação com crianças, idosos, e sem consideração alguma pela diversidade cultural e étnica de cada país, um exemplo claro de perseguição estadunidense é sofrida pelos palestinos, que são constantemente atacados por impiedosos mísseis programados propositalmente para detonarem em hospitais e escolas, justamente para matar cada vez mais inocentes. O mesmo acontece com os países do continente africano, que foram assolados pela dominação inglesa e continuam sendo flagelados pela guerra civil, herança dos tempos de colonização.
O principal propósito do imperialismo estadunidense é transformar todos os países em colônias de exploração, para sugar todas as suas riquezas, naturais e recursos energéticos, por intermédio de empresas multinacionais que se instalarão nesses países ditos subdesenvolvidos com o falso propósito de trazer o tão sonhado desenvolvimento. Por outro lado, essa condição de subdesenvolvimento que nos é imposta pelos Estados Unidos é um tanto quanto irrisória, pois temos um grande potencial de desenvolvimento, que por sua vez os EUA não acham interessante acordarmos para realidade e passarmos a valorizar nosso país, adotando políticas eficientes que inibem o imperialismo.
Literalmente, o desenvolvimento não tem nada de agradável, pois é o contrário de envolvimento e cooperação, fatores fundamentais para um bom relacionamento do indivíduo com a sociedade, junto com desenvolvimento estadunidense vem o consumismo desenfreado, a competição e uma série de antivalores que nada acrescentarão para a construção um mundo melhor, mais justo e fraterno.
Sob influência dos ideais imperialistas, o homem se insere nos fluxos da aversão, diverge de sua condição humana, passando a não respeitar a vida, a moral, a política e os valores, na sede de conseguir a devida aceitação a fim de participar do sistema capitalista e da sociedade do consumo. Infelizmente essa é a evolução, quem se recusa a participar é exterminado. Infelizmente essas são as regras do jogo da sobrevivência.
Mas será isso uma evolução ou involução?

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VIDA POLÍTICA - ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa
dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro
que se orgulha e estufa o peito
dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista, pilantra,
o corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.


Bertold Brecht
/
De acordo com a doutrina da democracia, o cidadão deve ter papel atuante no cenário político do país, porém isso lamentavelmente não acontece, deixando o povo ainda mais descontente e revoltado para com a vida política.
Desde sempre vivemos constantemente atrelados às atitudes políticas, viver em sociedade, participar dos fatos sociais, ter uma boa convivência diante da coletividade e pregar os valores, são atitudes políticas, pois dessa forma nos caracterizamos cidadãos e vivenciamos a moral e a ética, mas quando esses princípios não são respeitados, automaticamente nossos direitos são negligenciados e temos motivos de sobra para nos sentirmos lesados.
Em geral, a política pode ser usada em benefício do povo, para defender seus direitos e garantir seu bem estar, ou para desviar dinheiro público e castigar a população, o segundo caso é mais comum, mas isso não significa que nós não somos capazes de transformar essa realidade lastimável, varrer a corrupção e instaurar a justiça, uma política de valores e ética.
No Brasil, seguimos a chamada democracia representativa, na qual através do voto escolhemos um membro da sociedade para nos representar e defender nossos direitos quanto cidadãos nas escalas municipal, estadual e federal. Uma vez no poder, aquela pessoa que se dizia comprometida com as questões sociais e preocupada em trabalhar pelo povo, passa a buscar somente os seus interesses pessoais, usando do dinheiro público e do poder que confiamos a ela para benefício próprio. Essa é a perversa face da corrupção, diante desses vigaristas a sociedade sente-se revoltada e impotente, porém com um mau sentimento de comodismo e isenção, pois se os políticos não estão cumprindo com o seu papel, não será a população que irá fazer-lo, é justamente essa sensação de trabalho cumprido que inibe o povo do pensamento crítico e da percepção de que se os nossos representantes não estão trabalhando devidamente, não é um problema somente deles é nosso também, até porque as conseqüências da incompetência dos mesmos recairá sobre nós; é nosso dever cobrar melhores resultados e mais competência, pois a final de contas, os políticos têm que trabalhar pela sociedade, e para tornar pública nossa indignação devemos participar de audiências públicas, estarmos a par da situação política do nosso país, realmente fiscalizar com afinco o trabalho dos servidores públicos, para depois podermos chegar com muita dignidade à Câmara Municipal e à Prefeitura para cobrar os nossos direitos como legítimos cidadãos brasileiros.
Assim ressaltamos a importância do pleno conhecimento da política para não ficarmos isentos e compassivos à corrupção e sermos ludibriados quanto aos nossos direitos, pois conhecer a política é tão essencial quanto conhecer a si mesmo, porque somente dessa maneira poderemos nos considerar cidadãos plenos. Por outro lado àqueles que dizem ter nojo e repulsa a política, são chamados analfabetos políticos, pois vivem numa condição estática de ignorância e se julgam incapazes de se libertar desse senso comum, para o senso crítico, justamente para adquirir uma visão mais ampla e livre de preconceitos sobre a política, mas ele se recusa terminantemente a isso, já que em sua concepção, política caracteriza sujeira, corrupção e ladroagem. Entretanto essas pessoas não dão conta que a vida é totalmente baseada em atitudes políticas, e estar inserido na sociedade já em uma delas, nem percebem que o custo de vida, a sua própria sobrevivência, os impostos que elas pagam, o preço dos alimentos, do aluguel, da tarifa do ônibus, ou seja, tudo, depende das decisões políticas.
Considerando o modesto nível de instrução do povo brasileiro, podemos dizer que é possível ser analfabeto sem ser analfabeto político, pois essa questão é indiferente, existem muitas pessoas formadas em curso superior, que participam do senso comum, têm uma visão de mundo totalmente capitalista, preconceituosa e mistificada, por outro lado muitos analfabetos absolutos e semi-analfabetos, possuem o raro senso crítico, têm uma visão de mundo muito sensata e desmistificada e são conscientes sobre política e cidadania.
Sendo ainda mais abrangentes em nossa reflexão, observamos que os meios de comunicação são fortes formadores de opinião e influenciadores quanto o posicionamento político, eles podem contribuir para que os telespectadores abram os olhos e percebam o que há de errado com a gestão governamental do Brasil, o que é muito difícil de se encontrar, ou até mesmo, contribuir ainda mais com a alienação política do brasileiro, dando cobertura ao mensalão, ao escândalo das passagens e mascarando os bandidos os vigaristas, isto é, os apolíticos, pois os verdadeiros políticos não são corruptos.

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VIDA POLÍTICA - DEMOCRACIA SEM CONSCIENTIZAÇÃO

A partir do momento em que o homem passa a viver em comunidade, surge a necessidade da criação de políticas a fim de reger e garantir a boa convivência entre as pessoas.
De fato, a política tal como conhecemos hoje tem origem na Grécia Antiga, mas isso não quer dizer que os outros povos não faziam política nem que não tinham uma organização social. Insatisfeitos com a tirania e a oligarquia exercida pelos eupátridas (bem nascidos), Drácon e Sólon instituíram a democracia grega (poder do povo) e se destacaram como os primeiros legisladores, posteriormente, Péricles faz alguns aperfeiçoamentos e determinou que os servidores públicos deveriam ser remunerados, assim como nos dias hoje.
Na democracia grega os cidadãos tinham participação ativa nas discussões políticas e podiam votar as leis, pois não havia um representante maior, como um presidente da República, por exemplo. Lembrando que na organização social grega somente 10% da população era cidadã os outros 90% que compreendia mulheres, escravos e estrangeiros, não eram considerados cidadãos, portanto não podiam participar da democracia. Por isso os políticos tinham tempo para filosofar e se dedicar às questões públicas da pólis (cidade), pois aqueles que não eram considerados cidadãos trabalhavam por todo o restante da sociedade, já que o trabalho pesado era considerado indigno e humilhante para um legítimo cidadão ateniense, assim consideramos que a democracia grega não era justa nem ética, pois subtende-se que essa gestão deveria ser um governo de todos ou da maioria, porém nesse caso da Grécia a democracia não funcionava, porque foi deturpada, já que o espaço democrático não pode ser manipulado ou ocupado em sua totalidade por uma elite, como o ocorrido, assim o governo perde o sentido e não é digno de se chamar democrático.
A democracia qual conhecemos em nosso país é chamada de representativa, pois nós escolhemos e transferimos o nosso poder político de cidadão a uma pessoa do povo que irá junto a todas as autoridades eleitas, seja da cidade, do município, do estado e do país, nos representar e lutar para que nossos direitos sejam respeitados, esse é o verdadeiro papel dos políticos, ou pelo menos deveria ser, no entanto se os mesmos não estiverem cumprindo com o decoro, deixando de serem políticos para serem apolíticos, serão, assim, passíveis de desaprovação e coerção por parte dos eleitores.
O que fica cada vez mais comum e evidente na sociedade [anti]democrática, é o fato das próprias pessoas as quais confiamos nosso voto, na expectativa de que elas lutariam pelos nossos direitos, se voltarem contra a população e utilizar do poder [i]legítimo que o Estado às concede para benefício próprio, em vez trabalhar pelo povo e de garantir seus direitos, as mesmas se incumbem de podar nosso direito de ir e vir, nosso direito à saúde, à moradia, à educação, à alimentação e tantos outros que por ignorância e desrespeito próprio não conhecemos, dessa forma fica ainda mais difícil se libertar desse flagelo.

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

MULHERES DE ATENAS

Atualmente a mulher ainda vive em condição de inferioridade e submissão ao homem, na antiguidade, no contexto da história da Grécia, mais especificamente em Atenas; as mulheres eram vítimas de preconceito, não tinham direito à cidadania, eram restritamente obrigadas a realizar os afazeres domésticos e servir ao marido, quando chegava uma visita em sua casa, por exemplo, a mulher deveria ficar limitada aos fundos, no quintal ou na cozinha, segundo os machistas da época, as mulheres não tinham o mesmo desenvolvimento cognitivo que os homens, portanto eram indignas de participar de uma discussão filosófica, mas em Esparta elas eram livres para realizar atividades comerciais, sendo assim mais independentes, pois seus maridos tinham que atender ao serviço militar, até aos sessenta anos de idade e seus filhos, homens, já ingressavam na militância aos sete, ficando aos cuidados da mãe somente as meninas.
Hoje as mulheres continuam sofrendo preconceitos, porém de forma mascarada, no mercado de trabalho, são desvalorizadas, e não têm um salário equivalente ao homem com a mesma formação e competências que ela, dessa forma a mulher é desrespeitada e explorada, pelo mercado de trabalho que é extremamente machista.
No âmbito familiar a mulher é restrita ao trabalho doméstico, á cuidar dos filhos e aos demais afazeres que compreendem as atividades do lar. Por outro lado o homem se julga incapaz e indigno de realizar atividades consideradas femininas, como lavar a louça, varrer a casa ou passar roupa, analisando profundamente esse aspecto da sociedade atual, nos deparamos com muitas mulheres chefes de família que trabalham com afinco e fazem o trabalho doméstico, por outro lado os homens, mesmo desempregados, ficando o dia todo em casa, não se mobilizam a pelo menos lavar a louça.
Diante de um amplo panorama social no qual estamos incluídos ou deveríamos estar, vemos que as mulheres não estão devidamente inseridas nas questões políticas do nosso país, embora existam muitas em cargos públicos, não passam de fantoches nas mãos dos partidos, lembrando também que, há alguns anos elas não tinham direito ao voto e muito menos de pleitear cargos políticos.
Depois de muito preconceito, exploração e principalmente muita luta, as mulheres foram “reconhecidas” a partir do dia 08 de março 1975, quando a ONU estabeleceu o Dia Internacional da Mulher, depois que milhares foram mortas queimadas em indústrias têxteis nos Estados Unidos e na Europa por terem feito manifestações por melhores condições de trabalho, salário justo e menor jornada de trabalho, no mesmo dia e mês do ano de 1957.
Após tamanho sofrimento, as mulheres ainda têm dificuldades de se imporem na sociedade, no mercado de trabalho, na família e na política, pois a perversidade machista se coloca maneira agressiva, não reconhecendo que elas são fortes agentes transformadoras da sociedade e têm grande potencial de transformar o mundo em um lugar mais justo, mesmo com oportunidades diferentes e desleais em relação aos homens.
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domingo, 26 de abril de 2009

REFORMA AGRÁRIA LACEDEMÔNIA

Em Esparta, Licurgo juntou as terras pedregosas às terras férteis, colocando-as sob propriedade do Estado, para dividi-las em porções iguais entre os cidadãos, assim o acesso a terra era igual e democrático, não havia terras improdutivas e todos plantavam.
Contudo, no Brasil a reforma agrária está longe de ser uma realidade, pois o monopólio da terra é fortemente exercido por pessoas muito poderosas, como os políticos corruptos, que de forma covarde, negam a milhares de pequenos agricultores, as condições necessárias para sustentar suas famílias, pois não têm terra para plantar.
Diante dessa problemática, surge o MST (movimento dos trabalhadores rurais sem terra), que reivindica reforma agrária e melhores condições de trabalho para os pequenos agricultores e especialmente para aqueles que não possuem terra para sua própria subsistência, porém os revoltos sem terra são tratados como vagais e desordeiros, são desrespeitados e coagidos pelas leis que não lhes assegura o direito a terra e também pela própria polícia que os agride e os rechaça nos acampamentos, que costumam montar ao ocupar um terreno improdutivo. Segundo a Constituição Federal, todos têm o direito a terra, no entanto, essa lei não é cumprida, pois vai a desencontro aos interesses dos poderosos.
Nós, também, devemos nos inserir nas reivindicações junto aos trabalhadores sem terra, se continuarmos omissos estamos complacentes com a injustiça e prorrogando ainda mais o sofrimento dos sem terra. Do mesmo modo, devemos apoiar os pequenos agricultores, pois são eles que produzem os diversos alimentos que chegam a nossa mesa, pois os latifundiários não têm uma produção diversificada e que atenda a alimentação dos brasileiros, geralmente, encontramos latifúndios de soja, esta que não vai servir para alimentar a população, mas será exportada para os Estados Unidos para ser transformada em ração que irá alimentar gado.
Esse paralelo entre a reforma agrária espartana e a ausência de uma em nosso país, nos remete a pensar na ineficiência da nossa legislação que está relativamente atrasada em relação à da antiga sociedade lacedemônia.

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"A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA" CF 2009

O lema da Campanha da Fraternidade 2009 “A Paz é Fruto da Justiça” sugere que para haver a paz primeiro precisa haver a justiça, essa temática proposta visa pôr em discussão os assuntos políticos do nosso país, compreendendo, também, os direitos dos cidadãos, que não estão sendo respeitados, portanto não há Justiça.
Ao falarmos de segurança pública, que também compreende a temática da CF 2009, não devemos ficar presos somente à criminalidade à violência e aos bandidos, podemos ser mais abrangentes e perceber que ao sair na rua, por exemplo, já estamos sendo violentados, pois não temos uma calçada decente par andar, não temos um transporte público de qualidade e etc, isso para as pessoas que não possuem nenhum tipo deficiência, agora imagine um portador de necessidades especiais, um cadeirante, como será sua acessibilidade, se as calçadas são todas esburacadas e não possuem rampas, e na hora de utilizar o transporte coletivo, a maioria dos carros não é adaptada.
Até agora falamos de pequenas violências que a população sofre no dia-a-dia, porém somos violentados em todos os sentidos, nossos direitos se resumem em deveres, começando pelo momento em que vamos à procura de um emprego, para o mercado de trabalho do sistema capitalista, o povo precisa saber escrever somente para assinar o nome, efetuar as quatro principais operações matemáticas, e muito mal, isso para sermos contratados sem qualquer direito trabalhista e sem noção do valor justo do salário que deveríamos receber, em resumo, o proletariado que estará vendendo sua força de trabalho, será mal remunerado e se tornará literalmente um produto, justamente por estar submetido ao perverso mercado de trabalho.
Em geral, somos ludibriados por não termos um conhecimento abrangente dos nossos direitos enquanto cidadãos, justamente por isso, somos omissos e coniventes com a injustiça, a CF se empenha em libertar-nos dessa alienação e abrir nossos olhos para realidade, instigando-nos a sermos agentes transformadores da sociedade e nos indignar pela sujeira que se encontra nosso país.
Para que haja paz precisa haver justiça, supondo que todos já tenham o senso crítico aflorado, vamos extirpar com essa gestão de governo vendida e corrompida, vamos destituir os apolíticos e transferir o nosso poder aos membros do povo, que trabalhem para o povo, ou seja, políticos, no sentido literal da palavra.
Além disso, vale lembrar que os piores criminosos, os piores ladrões e os mais desonestos, não são os maltrapilhos e ignorantes, muito pelo contrário os verdadeiros ladrões e sabotadores da Justiça são muito bem instruídos, estão vestidos de luxo e requinte, pousados sobre o poder [i]legítimo que o Estado os concede.

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CONSUMISMO X LACEDEMÔNIOS

Considerando a total abnegação dos lacedemônios para com tudo que é supérfluo, afirmamos que atualmente, se ainda existisse a sociedade espartana mantendo essa mesma ideologia, ela não seria apenas motivo de zombaria para os demais povos gregos (atenienses), mas seria o principal alvo dos estadunidenses, pois quem se posiciona divergente ao hedonismo, é duramente rechaçado pelos EUA e suas empresas multinacionais que num propósito “pacífico”, a fim de trazer desenvolvimento às sociedades menos abastadas, abre caminho para geração de conflitos e descontentamentos, já que o consumismo exacerbado gera desigualdade e semeia a subversão.
Sabemos que o consumismo alienado é uma exterioridade, quase generalidade, criada pelos Estados Unidos, sendo como uma porta de boas vindas para a geração de conflitos, competições desleais e até guerras em casos extremos, como acontece na região do Oriente Médio. Numa sociedade capitalista e totalmente alienada, onde só o consumismo individualista pode trazer a felicidade, não são toadas as pessoas que têm meios de acompanhar o ritmo de consumo e se manter “atualizadas”, assim como os demais consumidores, isso implica na desigualdade social, pois é uma minoria que consegue o básico e essencial para sua sobrevivência, e meia dúzia consegue acompanhar as atualizações do mundo do consumo predatório, sobrando milhares vivendo à margem da sociedade abaixo da linha da miséria.
Somente seremos cidadãos plenos gozando de liberdade, igualdade e fraternidade, quando forem extirpados os antivalores do consumismo estadunidense, que cumpre com excelência o papel de consolidar a alienação na sociedade que permanecerá estática, tanto os miseráveis, quanto os abastados, pois os princípios da vida em sociedade foram quebrados, só resta a subversão e o desrespeito que a sociedade tem consigo mesma.
A partir das considerações anteriores, somos capazes de blindar nossa mente contra os preceitos consumistas e responder com propriedade a seguinte questão: o consumismo exacerbado e conseguir tudo o que se deseja, realmente traz felicidade?

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sábado, 25 de abril de 2009

O PAPEL DOS JOVENS NA POLÍTICA NACIONAL

Muitos dizem “os jovens são o futuro da nação”, porém isso traz uma conotação de comodismo e incertezas, devemos dizer que os jovens são o presente, tendo-os mais atuantes no cenário político do país, justamente para trazer inovação nessa estrutura antiquada, que não trabalha devidamente e derrubar aqueles que monopolizam cargos durante anos, sem falar do nepotismo. Depois de muito tempo de República o Brasil precisa de uma reforma política nesse sentido, de apostar no novo e substituir o ineficiente, para termos uma idéia, em nossa Constituição temos leis que perderam sua utilidade, como as que proíbem transitar de charrete nas ruas, isso evidencia a extrema necessidade de mudanças urgentes.
Concluímos que o Estado realmente precisa passar por uma transformação, porém ainda não discutimos sobre as capacidades que os jovens têm de promover as mudanças, como já sabemos, vivemos num mundo de aparências, de alienação e de homogeneidade, feito para ser consumido pelos jovens, que são o alvo principal dos meios de comunicação no bombardeio de desinformações e de propagandas, dessa forma, podemos testar suas competências, saber se eles são capazes ou não de saírem invictos do bombardeio, que pode até parecer inofensivo, mas compromete seriamente o pensamento crítico, a ética e a moral dos nossos jovens, pois a mídia não está interessada em deixar aflorar o sentimento de transformação implícito nos mesmos, o interesse dos meios de comunicação está voltado em consolidar uma juventude ainda mais vendida, corrupta e consumista, pois só assim, permanecerá intocada a chamada sociedade do consumo.
É lamentável deparar-se com uma juventude com tamanha má vontade e desinteresse, isso nos remete a pensar como será nosso país daqui alguns anos, sendo que os jovens são a força propulsora que vai levar o Brasil para frente, esperamos que assim seja. Diante da alienação dos jovens, cabem iniciativas a fim de fideliza-los às causas políticas, instigando o seu natural desejo por mudança e reforçando sua moral e ética, dessa forma, além de combatermos a corrupção, combateremos também os perversos meios de alienação.
Podemos fazer um paralelo entre o jovem dos dias de hoje e o jovem do tempo da ditadura militar (1964-1985), o regime militar, foi um período de grande repreensão e censura, no qual os jovens eram mal vistos, tratados como baderneiros e rebeldes, não tendo seus direitos respeitados, mas, mesmo assim tinham sede de transformação, cientes das sanções e torturas a que seriam submetidos, iam às ruas em reivindicação contra a ditadura; hoje, sem a repressão e a tortura, os jovens ainda não despertaram o sentimento de promover mudanças e propor soluções para os problemas sociais, assim, desvalorizando o empenho daqueles que deram a própria vida em nome da juventude.

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LIBERDADE ESPARTANA

Consideramos que a liberdade, á grosso modo, consiste em fazer o que se bem entende, porém, fazer tudo o que quer pode não ser a melhor opção, pois nos tornaremos escravos de nós mesmos, acreditando que a verdade está ao nosso lado, assim, nos tornamos incapazes de fazer uma síntese com os pensamentos divergentes aos nossos, vivendo num equívoco eterno e em privação do pensamento crítico, essa é a conseqüência que recai sobre nossas cabeças ao escolhermos a liberdade plena e desordenada. Vivenciar o livre-arbítrio unicamente é um conceito muito vago, adjunta a liberdade deve estar a igualdade e a fraternidade, para que dessa forma, haja coerência na vida em alvedrio que deve ser insofismavelmente pautada na ética e na moral, para que ninguém ultrapasse os limites do bom senso e do respeito.
O conceito de liberdade trata-se de uma exterioridade, para compreende-la podemos fazer um paralelo entre a nossa atual organização social e a antiga sociedade espartana. Sabemos que o povo espartano é caracterizado pela sua rigidez, violência e principalmente pela doutrina extremamente militarista; aos sete anos os meninos já recebiam treinamento militar e viviam confinados num quartel até os trinta anos, quando lhes era concedida a cidadania; os recém-nascidos, por sua vez eram examinados a fim de constatar alguma doença, deficiência física ou mental, caso fosse constatada, a criança seria morta, além disso ao nascer eram mergulhadas em um barril cheio de vinho, as que sobrevivessem eram fortes e saudáveis; quanto a política, era exercida por um conjunto de anciões, segundo os espartanos os idosos deveriam ser os legisladores, pois eram sábios e experientes. Contudo, em Esparta via-se com bons olhos todos esses costumes implícitos em sua cultura, dessa forma se consideravam cidadãos plenos e honrados. Já na atualidade desfrutamos de maior liberdade, levando em conta um ponto de vista não muito abrangente, tanta é a liberdade que a confundimos com libertinagem, extirpou-se a ética e a moral, os valores foram erradicados, e a cultura dos antivalores está em plena ascensão, o Estado se consolida como o inimigo número 1 do povo, assegurando com fervor o direito da população permanecer calada e aplaudir a corrupção. Diante dessa República vendida, o cidadão está totalmente entregue à marginalização, pois também fora vendido e corrompido pela omissão.
Ao tratarmos da corrupção e de atos apolíticos, na sociedade atual, nos deparamos com direitos extirpados e princípios negligenciados, mesmo omissa e compassiva a população está ferida e revoltada com o sistema, porém sofre pelo comodismo de não lutar em nome de seus direitos, negando sua própria condição humana de indignação e promoção da transformação. Já na sociedade espartana, as pessoas usufruíram da plena liberdade, pautada pela ética e pela política, embora tivessem uma vida regrada, os direitos do cidadão eram respeitados, por isso podemos dizer que eles viviam em liberdade.

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INSTITUIÇÕES SOCIAIS - Estado

O Estado é uma forte instituição social, à qual exige de nós deveres a ser cumpridos em troca de direitos que nos são outorgados, e também monopoliza a chamada “força legítima”, sendo de imenso poder de coerção [sobre todo e qualquer] indivíduo que tenha burlado algo legítimo, em seu território.
Três, são os componentes mais importantes do Estado: território, população e instituições políticas.
O Estado é uma instituição permanente, porém a gestão governamental é um componente transitório do Estado, que implica diretamente no que diz respeito à sua eficiência e aceitação. Independendo de nossa vontade, participar e servir essa instituição social, é uma obrigação de todos os cidadãos, isso abre margens a discutirmos o poder [i]legítimo desse meio, no qual somos cidadãos apenas nos momentos de subserviência, porém ao exigirmos nossos direitos somos taxados de vagais, e pior, ao lutarmos por eles, somos desordeiros.
Até que se prove ao contrário, todos somos cidadãos, porém a cidadania possui uma grande fronteira que segrega os ricos dos pobres, os poderosos dos miseráveis, por isso e por muitos outros fatores, o Estado deixa a desejar. Não podemos nos considerar cidadãos plenos, especialmente pelo desrespeito que sofremos diariamente por sermos excluídos do sistema. Assim surge a necessidade da formação de frentes sociais a fim de combater essa injustiça, garantir nossos direitos e acabar com esse pouco caso que o Estado dispensa à população, criar órgãos populares encarregados de fiscalizar o Estado, fazendo valer a nossa indignação, e combater a corrupção com coerção recíproca.
Nossa fiscalização é indispensável, o Estado é muito poderoso graças ao poder que transferimos á ele através do voto, da mesma forma que concedemos nosso poder ao Estado podemos retira-lo se a gestão não estiver atendendo nossas reivindicações, pois a mesma é feita para nos defender e zelar por nossos direitos, portanto, vamos fiscalizar!

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INSTITUIÇÕES SOCIAIS - Igreja

A igreja é uma instituição social que requer uma reflexão bastante cuidadosa, pois uma idéia mal colocada, pode parecer tendenciosa, mas, mesmo sendo um assunto muito relativo, isso não impede que sejamos críticos, pontuando a religião e a igreja com a máxima transparência, verdade e principalmente ética.
Desde as sociedades mais primitivas, as crenças religiosas são um fato social universal, que vêm sobrevivendo invictas ao longo dos anos, passando por vários períodos de adaptações, do politeísmo ao monoteísmo.
A igreja está presente em todos os tipos de organização social e todos os povos conheceram ou conhecem a religião, que pode servir como um instrumento de libertação ou perpetuação da condição de alienação e subversão mental e principalmente espiritual, dependendo de quem comanda a missa ou culto, e especialmente a finalidade dos mesmos que é pré-determinada pela alta hierarquia da instituição religiosa. Diante desse ponto de vista, nos vem a mente uma questão: religião ou manipulação?
Cada crença se classifica como instituição social a partir do momento que se impõem como um fator de estabilidade, de aceitação da hierarquia social e obediência as normas que a sociedade considera necessárias para seu equilíbrio, assim a instituição religiosa é de grande importância cívica para o indivíduo em relação à ética e moral que devem ser conceitos integrantes e permanentes na igreja, não sendo isenta às questões externas, como a política, já que a religião é um forte referencial para os indivíduos, deveria também, exercer um papel de orientação quanto à cidadania, porque, além de sua denotação espiritual a mesma deve ser agente inclinado a melhorar a vida da população.
E você, participa de uma religião ou manipulação?

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sexta-feira, 17 de abril de 2009

INSTITUIÇÕES SOCIAIS - Família

A família é a primeira e mais importante instituição social à qual o indivíduo faz parte, e de suma influência na sua formação.
No seio da família o indivíduo é orientado, recebendo a educação, os valores e principalmente a ética, princípios indispensáveis para que o mesmo seja capaz de se desenvolver com solidez de caráter e honestidade na sociedade e em outras instituições, como a escola, que depois da família é o segundo meio social mais determinante na formação cívica das pessoas.
Conscientes da grande importância da família na vida de um indivíduo, podemos afirmar que se o meio familiar não for um âmbito saudável e acolhedor, favorece a formação de pessoas insociais, incapazes de se relacionarem com o meio externo, promover transformação, e pior, essa pessoa sem uma base de caráter bem consolidada corre risco de seguir pelos caminhos mais tortuosos da vida, como a violência, a criminalidade e a corrupção, já que é pobre de princípios, valores e principalmente de ética.
Para sanarmos os problemas do nosso cotidiano, principalmente a violência, deve-se investir na família, erradicar a cultura do ódio e propiciar um ambiente decente que favoreça a cultura dos valores, e nenhuma instituição consegue fazer-se mais eficiente do que a família que é o pilar forte que sustenta o caráter de todos nós.
Daí, enxergamos o que há de tão fundamental na conjuntura familiar, que deve oferecer condições para que os indivíduos se desenvolvam com dignidade e solidez de caráter, na criação de uma sociedade mais justa e igual. Além disso, a família é de grande importância reprodutiva e econômica.

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

INSTITUIÇÕES SOCIAIS

Comumente confundimos instituições sociais com obras de caridade, ONGs e similares, porém, de acordo com a teoria da sociologia as chamadas instituições sociais são todos e quaisquer tipos de grupos sedimentados na sociedade na qual fazemos parte, tais grupos têm caráter normativo, compreendendo regras de boa convivência, participando diretamente no processo de aprendizado dos indivíduos, que estão em constante reciclagem, que acontece desde uma conversa informal até uma leitura de gabarito, é justamente esse procedimento de troca de informações ou até mesmo desinformações que permite as pessoas se integrarem à sociedade, adquirir o senso crítico e principalmente agregar conhecimentos, que são as ciências e as experiências; ao partilhar ideologias positivas e construtivas, os seres humanos sutilmente se afastam da escuridão alienadora e deixam as dúvidas, que dão lugar a certeza.
As instituições sociais são formadas para atender as necessidades básicas e essenciais dos seres humanos, atuando como instrumento de regulamentação.
Em outras palavras, as instituições sociais são o expoente mais forte pelo qual todos se orientam, buscando respostas as suas indagações. Porém devemos ter cuidado redobrado ao agregar e principalmente divulgar tais respostas, nos certificando se são realmente informações e não desinformações, analisando de acordo com o seu ponto de vista ideológico, se há contradições e oposições aos seus valores pessoais e principalmente aos comuns que pertencem à cultura de sua instituição social. Também para haver boas relações, de amizade contemplação, tolerância e complacência no grupo, são indispensáveis as normas e regras, que vão direcionar os indivíduos à melhor maneira de convivência naquela determinada organização social. Para tanto, as regras serão devidamente respeitadas e cumpridas por excelência, caso haja uma conjuntura adjunta, chamada de mecanismos de coerção, que vão punir com o devido rigor o infrator, que desrespeitar a sociedade, burlando seus princípios.
Nesse mesmo raciocínio, dizemos que nada, nem as regras substituem a ética, que é pessoal e intransferível, e cada sujeito é responsável por prezar pela sua, para que haja um funcionamento eficiente do conjunto de normas, toda pessoa, antes mesmo de respeitar os preceitos, deve respeitar-se e orientar-se pela sua ética, devendo ser briosa, divergente da subversão e corrupção.
As características mais importantes das instituições sociais são a exterioridade, algo que independe da nossa vontade e antecede nossa existência, ao nascermos já participamos de uma instituição primária, a família, outra característica é a objetividade, todo indivíduo agregado a uma instituição exerce uma função na mesma, sendo sumariamente de aprendizado e difusão do conhecimento, isso caracteriza a objetividade, pois nossa participação no meio social nunca será em vão, justamente por trabalhar com o aprendizado, os valores e a ética, as instituições sociais são de grande autoridade moral para as pessoas, por última, a historicidade é a característica que implica no registro do segmento, das propostas, sendo de grande valia para aqueles que participam do determinado meio social.

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terça-feira, 14 de abril de 2009

QUEM SOMOS?

É muito comum nos indagarmos sobre nossa origem e principalmente sobre nossa missão na vida terrena, a resposta que buscamos não está nem um pouco próxima, porém é alcançável a partir do momento que aprendemos a ser críticos podemos fazer uma releitura da nossa vida pessoal e da vida em sociedade, isto é, viver com mais intensidade todos os momentos, buscando nos pequenos detalhes o sentido para estar caminhando rumo ao futuro, ao desconhecido que causa pavor aos inseguros e esperança àqueles que carregam consigo o poder da transformação. A incógnita “futuro” pode ser um horizonte torpe ou uma paisagem de beleza interior de saúde mental, numa coletividade amigável, onde tudo seja para todos, como poucos desfrutam do senso crítico o futuro nunca será motivo de alegria e salubridade, vida justa e próspera, pois o comodismo dos alienados é um empecilho à promoção da transformação, que abre caminho a sordidez e perversidade dos meios de comunicação, que estão dispensado grandes esforços para reforçar ainda mais o comodismo que paira sobre as periferias e a maldade, a falta de solidariedade e a competitividade daqueles que têm a obrigação de zelar pelos direitos e bem-estar dos desprovidos de justiça, dos excluídos pelo sistema.
Ramificando o nosso objeto de discussão que é vida e missão do ser humano, nos deparamos com uma forte intriga, potente combustível para a geração de conflitos e preconceitos, a diversidade humana, que por ignorância popular é confundida com características físicas que implicam na coerção de um indivíduo sem explicação plausível, isso quer dizer que o homem chegou a um estado de espírito onde a estupidez parte do âmbito exterior para o interior, um exemplo claro e prático dessa realidade é a xenofobia e o racismo, na maioria das vezes fazemos um pré-conceito de uma determinada pessoa sem ao menos conhece-la, somos escravos das aparências, porque conceituamos um indivíduo pelo que parece e não pelo realmente é.
À medida que adotamos essa postura de escravos da aparência, deixamos de ser nós mesmos, pois estaremos vivendo em função da vida alheia, sem nos darmos conta do nosso ser interior, que estará desfigurado pelo sentimento da falsidade que está sutilmente adjunto a sensação de poder e pertencer a determinado grupo que não passa de um subproduto da globalização, tirando todo esse adorno nos restará o vazio, a perda da personalidade e individualidade, que torna cada ser humano único, sendo assim capaz de ensinar e aprender coisas novas, já que com a ditadura da homogeneidade devidamente consolidada pela globalização nada tem a ensinar, porque toda a unanimidade é burra, e nesse contexto é uma questão de sobrevivência diferenciar os amigos dos colegas.
Para responder com propriedade a indagação “quem sou eu?” primeiro devemos fazer uma imersão interior e nos libertar das futilidades para poder enxergar as qualidades, da maldade para observar a virtude, do moralismo barato para ver com bons olhos o pervertido. Esse é um ato que consiste na desmistificação dos valores, os quais foram perdidos e invertidos ao longo dos anos, tanto que, atualmente a honestidade caiu da moda, e o crime está em ascensão, mentindo estará, aquele que afirma ser o maltrapilho, o desempregado, o miserável e o bronco ladrão, pois os mais desonestos criminosos são muito bem instruídos e estão muito bem trajados, sentado majestosamente sobre suas luxuosas poltronas a serem carregadas no lombo proletariado e do lumpemproletariado, enfim daqueles que são duramente marginalizados e que estão literalmente abandonados à margem da sociedade.
Depois de desmistificar nossos valores, podemos olhar com segurança para o espelho e aí sim, perguntar “quem sou eu?”, pois livres das futilidades e do adorno, não seremos escravos da aparência e nem viveremos em função do outro, pensaremos com propriedade e honestidade e nossos atos serão dotados de transparência, e vão alvejar toda a podridão dos desonestos.
Um indivíduo terá respondido nossa indagação quando olhar seu reflexo ao espelho e encontrar-se livre do preconceito e da alienação, além de conseguir respeitar e aprender conviver com os gostos, pensamentos, maneira de agir, credos e sentimentos dos seus semelhantes, assim será lhe dispensado o respeito na mesma proporção. Embasados no respeito e pautados no senso crítico com certeza além de respondermos com objetividade nossas indagações mais íntimas, responderemos questões mais abrangentes que estarão envoltas diretamente no contexto social e numa coletividade, lembrando que toda a unanimidade é burra, também, não devemos nos pender pela maioria, pois já sabemos que somente uma minoria desfruta do senso crítico.
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terça-feira, 7 de abril de 2009

CULTURA DE VALORES

Muitos acreditam que as tecnologias e principalmente os meios de comunicação são adventos capazes de resolver e indicar soluções para os nossos problemas quotidianos, porém os mesmos podem gerar problemas e intensificar ainda mais os conflitos pré-existentes, instigando pessoas à crise da incompetência, da competição, da alienação e principalmente a pobreza, da mente e de espírito.
Com o avanço das tecnologias a cultura fora drasticamente disseminada, dando lugar à televisão, uma “caixinha de surpresas” capaz de transformar o que já é ruim e deficiente (acessibilidade dos brasileiros à cultura de qualidade) em algo pior ainda, atualmente, por exemplo, cultura é assistir reality shows popularescos; por se tratar de uma maioria que aprecia essa cultura de estereótipo, por sua vez, o individuo que admira uma cultura de gabarito, é discriminado sendo passível de coerção, essa é uma total troca de valores, até mesmo de fineza e respeito, já que tais shows de realidade, vão a divergência da ética e em direção aos mais fúteis e mesquinhos interesses da mente vazia do telespectador, que permanece sedento na poltrona esperando o “plim-plim” anunciar a próxima atração, e enfim, chega o momento triunfal, a televisão começa a disparar imagens de pura sensualidade e sons sedutores, que são rapidamente absorvidos, literalmente, por olhos e orelhas famintas, que vão conduzir impulsos de desinformação a putrefação cerebral do telespectador.
Hoje, cultura resume-se simploriamente á entretenimento barato e de péssima qualidade, informações resumem-se a desinformações, o natural dá lugar à estética, o diferente ao homogêneo, diferenças não são bem aceitas, tampouco respeitadas por aqueles que vivem no mundo do estereótipo da aparência.
Quando passamos algum tempo em frente à TV, podemos sentir e confirmar com absoluta certeza que a televisão, antes de tudo, é um aparelho de “lavagem cerebral”, extrofia a mente do ser humano e o inibe do pensamento crítico, isso pode acontecer por intermédio de outras formas de mídia, citamos a televisão, pois dentre todas, compre o seu papel alienador com excelência.
Os meios de comunicação têm armas muito precisas e eficientes, quando o assunto é promover alienação e despertar o sentimento consumista, porém o principal e o que nunca devemos permitir, é que a nossa mente vire escrava do desejo, porque, assim, nos tornaremos uma espécie de produto, isso quer dizer que uma vez a mente alienada, a tendência é que o seu corpo crie “necessidades” que na verdade não passam de futilidades. Ressaltando o trabalho por excelência dos meios de comunicação, percebemos que os mesmos são tão perspicazes, que escolhem suas vítimas, baseados num padrão pré-estabelecido, e as vítimas mais propícias são aquelas pessoas que estão sofrendo algum tipo de crise amorosa, financeira, problemas emocionais e jovens, principalmente, que estão em constante conflitos e situações de vulnerabilidade e incerteza.
Diante desse império de comunicação, aparentemente invulnerável, enquanto não temos meios eficazes para derrota-los, o mais prudente a se fazer é blindar nossa mente, com sensatez, inteligência e perspicácia, assim estaremos totalmente imunes dos impulsos alienadores que pulsam com vitalidade no pensamento deficiente dos incapazes, e seremos incumbidos de difundir os pensamentos puros e promover uma transformação da escala micro para macro, começando por nossa família se expandindo à comunidade até chegarmos a proporções maiores e de maior cunho político-social.
A partir dessa reflexão, devemos nos remeter em nosso âmago e rever nossa filosofia de vida, explorar os mais íntimos de nossos sentimentos e convergir para o equilíbrio interior, para descobrir com circunstância os seus limites e aprimorar suas capacidades, somente com essa imersão vamos convergir para o senso crítico, unindo um indivíduo sociável à sociedade, a combinação perfeita para que comece o espetáculo da transformação. Mas lembre-se, a Educação acende a luz que permite a distinção dos sábios dos idiotas.
E você? É sábio ou idiota? Quais são seus valores?

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

O MITO DA CAVERNA

A vida em confinamento permanente, ou seja, que não permite o contato com o âmbito externo – uma caverna, por exemplo – supondo que seja habitada por seres humanos, que jamais tiveram elo algum com o mundo exterior e a vida em sociedade, em total amplitude de seus conceitos e dinâmicas da vida em grupo, que desposa de todos os atributos e por sua vez, passível de todos os conflitos e divergências, serão totalmente condicionados aquela realidade e incapazes de se questionar e promoverem mudanças a fim de se libertarem de suas medíocres condições de prisioneiros e conseqüentemente alienados, pois terão dificuldade de ultrapassar os limites do muro da caverna e principalmente os sombrios muros da sua própria existência, porque foi privado da luz que espanta o medo da incerteza, dando lugar ao senso crítico, o alimento da mente, que se torna fortalecida, capaz de indagar e responder os diversos “porquês” de nossa passagem pelo mundo, além de estar blindada contra a alienação.
No ambiente sombrio da caverna, qualquer visão do está se passando do lado de fora é rara e distorcida, só se enxergam vultos, tornando ainda mais difícil uma percepção nítida, liberta de medos e preconceitos, já que uma caverna é o recinto mais propício para o desenvolvimento dos mais ameaçadores pensamentos e o caminho para o mais fundo abismo da mente.
Tanto se fala em “homem das cavernas” e nós nem paramos para refletir que de certa forma ainda vivemos numa espécie de caverna, representada imponente pelos meios de comunicação, que não priva as pessoas de sua liberdade física, porém as inibe do pensamento crítico, assim, a mesma fica refém da mídia e de sua própria mente, sendo bombardeada por desinformações, que contribuem para a consolidação da alienação, que nesse contexto fica bem ilustrada como uma caverna.
Por outro lado há pessoas que conseguem se libertar da caverna; são aquelas que desenvolveram o senso crítico e não deixam se prender pelas vozes e espectros emitidos do interior do cativeiro, sons sedutores e imagens sensuais não são capazes de persuadir aqueles orientados pelo expoente da filosofia e da crítica.
Uma vez fora da caverna, esse indivíduo deslumbra-se com beleza da filosofia social e sente desejo em compartilhar o mesmo com seus amigos ainda presos na caverna, porém ao tentar dialogar com os cavernícolas alienados, é taxado de visionário, louco, insano e até anormal, sendo passível de coerção e chacotas, já que aqueles que possuem o tão precioso senso crítico e sentem prazer em dividi-lo, nunca são aceitos pela sociedade dita “normal” e “padrão”, infelizmente vivemos na ditadura da homogeneidade, e transformar essa dura realidade é tarefa para poucos, poucos visionários, filósofos, sociólogos, historiadores e geógrafos, que empenham seus trabalhos em formar críticos e gerar discussões. Pelo bem da humanidade e da ciência, a escola é o primeiro estágio a se passar a fim de se libertar do mundo das cavernas.
Aliás, o que você ainda está fazendo na caverna?

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ESPORTE E CIDADANIA

É difícil listar uma problemática ou ponto negativo no esporte em si, porém o sistema de esportes ou ministério do esporte, principalmente em nosso país é bastante deficiente; nós não conseguimos usar o esporte da forma que traga progresso. A disciplina exigida para praticar uma modalidade esportiva não é respeitada, e por isso não há o tão esperado progresso.
No Brasil não é fácil estabelecer uma relação entre o esporte e o progresso, porque o nosso povo não tem os pré-requisitos para praticar uma modalidade esportiva de uma maneira que haja o progresso:

  • Não temos consolidada a ideologia de cidadania,
  • Não possuímos uma estrutura política que favoreça a prática esportiva,
  • Não existem locais, públicos, apropriados e equipamentos adequados à disposição principalmente dos mais humildes.

Considerando os aspectos demográficos e históricos do esporte podemos perceber que desde a antiguidade era sublime a prática esportiva e o lazer, uma alternativa resguardada à poucos e isso está se arrastando à séculos, mas atualmente o esporte está se popularizando, principalmente com o advento do futebol.
Agora que já conhecemos os princípios remotos do esporte, podemos partir para uma reflexão mais ampla e concluir que a prática esportiva é de grande importância para as pessoas, porque proporciona lazer e é uma alternativa fácil e independente de quaisquer investimentos financeiros, considerando a prática amadora, além disso, pode se adaptar facilmente a realidade social de cada um, sendo moldável e passível de transformações, por exemplo: dois sapatos velhos improvisam uma trave no futebol de rua.
Porém o amadorismo, o voluntariado, aquela corrente de otimismo formada em prol de um time, por exemplo, representa muito mais do que toda a precariedade dos serviços dispensados à população e a incompetência de nossas autoridades. E é justamente a essência esportiva, que prega a cidadania, o trabalho em equipe, que faz com que o indivíduo progrida em termos de conhecimento, responsabilidade, solidariedade, respeito e disciplina.
Esta realidade que nós queremos alcançar, mas para que esta utopia se torne, de fato, real, a contribuição de todos é muitíssimo importante.

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domingo, 5 de abril de 2009

RECEITA DE OLHAR

Olhar no espelho e deparar-se com sua face obscura, manchada de sangue e de toda a sordidez dessa vida imunda e maldita.
Olhar ao seu redor e ver sangue derramando por todas as partes e entender que essa vida é vulgar, vã, fútil e sem valor.
Olhar no espelho e deparar-se com um rosto feliz, um sorriso radiante e gostoso, estampado sem vergonha de mostrar e espalhar a alegria por todos os lugares.
Olhar ao seu redor e ver crianças brincando alegremente sem dar-se conta dos problemas que estão soltos aos sete ventos; na brincadeira o aquecimento global não passa de uma lenda, a água é infinita, no contexto do folclore, as peripécias e maldades são obras do saci, a violência não passa de conto de fadas.
A vida é bela como uma rosa, contudo, existem também os espinhos, que estão na mente suja e doente dos adultos, mas o que fazer? “Assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade”.
A vida deve é contada em segundos “dê um tributo ao tempo!”.
Não desista da vida, compense-a com complacência. Repare os seus erros, nunca é tarde para recomeçar, o seu esforço será indenizado e o seu caráter imortalizado.
A vida muda assim como uma fotografia, dependendo do ângulo em que você vê.
Espero que essas palavras, para você que está adquirindo o tão precioso, senso crítico, sejam óculos, que te ajude a enxergar com nitidez a realidade, e para você que está vivendo na alienação, as minhas palavras são um tapa na cara, que vai te despertar para um novo homem, aquele ser que questiona e é capaz de promover transformação, começando por si mesmo.

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O MUNDO PRECISA DE TOLERÂNCIA

É com muita alegria que aqui escrevo, porém com muita dor no coração, pois não estamos nada bem, o ser humano está se igualando ao patamar de um animal irracional, ou pior, estamos quase devorando uns aos outros, não há tolerância e cooperação entre os nossos semelhantes.
Devemos nos sentir extremamente desrespeitados e ofendidos com o descaso para com a vida, que está sendo tratada como lixo, este que é voraz consome e contamina pouco a pouco a nossa alma, tão frágil que escoa ao vento impiedoso, que sopra dos pulmões imundos dos senhores do capital, ventos esses que incitam a competição, a desigualdade social e a violência para com a vida.
A intolerância está definhando todos nós, mutilando nossos companheiros como uma lâmina afiada com sede de sangue.
Os gestos intolerantes são a perdição da humanidade, você não se respeita, eu não me respeito, nós não nos respeitamos.
Se vocês se sensibilizaram com este humilde apelo, por caridade, vista-se de um traje de humanidade e sempre, mas SEMPRE, se coloque no lugar do seu semelhante.

Muito grato, e humildemente,
Willian de Souza.

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NEONAZISMO (SKINHEADS “CABEÇAS RASPADAS”)

São grupos presentes em nossa sociedade caracterizados pela ideologia da “raça pura”. Os skinheads encontram-se espalhados pelo mundo inteiro e o número de membros vem aumentando ao longo do tempo. Essa legião está ligada aos ideais neonazistas e racistas, pregando que existe somente uma “raça superior e pura” que tem o direito de viver nesse mundo. Os skinheads se originaram na década de 1960, no Reino Unido, tendo se manifestado pela primeira vez por volta de 1965 na Jamaica, entre indivíduos brancos (em sua maioria) e negros jamaicanos reunidos pelas suas preferências musicais, como: ska, reggae e rock steasy, que passaram a ter ideologia nazista, após a re–estilização feita pelos simpatizantes. Alcançando o seu auge no período de 1969, que foi chamado nostalgicamente pelos próprios skinheads como “espírito de 69” ou “spirit of 69”.
Já no Brasil a origem desse movimento se deu com os ideais nacionalistas associados a músicas que defendiam o conceito ideológico dos skinheads, que são, em sua maioria, brancos com cabeças raspadas ou quase raspadas, fazem diversas tatuagens em demonstração de amor ao seu grupo e sua “raça”, normalmente tem corpo atlético e andam com acessórios nada agradáveis, como o soco inglês, que é utilizado em caso de confronto, podendo ser identificados por andarem em gangues e se vestirem de uma forma muito particular. Há diversos grupos disseminados pelo país, em especial no Estado de São Paulo onde existem vários, e um dos mais famosos é o “Carecas do ABC”.
Em nosso país, os skinheads adotam um estilo politizado de caráter
patriota, ultra-nacionalista, conservador, fascista e integralista, demonstrando cada vez mais o sentimento de preconceito e intolerância para com nordestinos, negros, índios, ciganos, homossexuais e portadores de doenças físicas e mentais, em casos especiais até prostitutas e judeus são vítimas dos “carecas”. Alguns membros desse grupo dizem que são pessoas pacíficas, pode até existir algum que seja passivo, mas a grande maioria é de pessoas agressivas que praticam atos de violência e crueldade. Os “carecas” também têm apatia em relação aos grupos de Punks, a rivalidade entre esses dois grupos, porém antiga, gera uma série de atos de violência até hoje, há diversos casos registrados de choques ocorridos entre eles que tiveram saldos negativos para ambas as partes.
No final da década de 1970 houve uma segunda geração skinhead, decorrente da agitação provocada pela
cultura punk e que acabou desencadeando um grande interesse por outros movimentos juvenis do passado, como os mods e teddy boys. A geração anterior (“espírito de 69”) tinha como uma de suas características a ligação com a música jamaicana, principalmente o reggae, o rocksteady e o ska. Com o surgimento da “revolução musical” do punk rock, muitos skinheads se agregaram ao emergente street-punk (então uma vertente anti-comercial do punk) e deram origem ao estilo Oi!, que abrange tanto os aspectos musicais quanto culturais. Isso, no entanto não significou o abandono do reggae e do ska. Nos anos de 1980 muitos skinheads tornam-se grandes adeptos do ska chamado “Two Tone” (“dois tons”, em referência às cores preta e branca – simbolizando a união de raças).
Existem certas simbologias dentro desse movimento, uma das mais conhecidas é a linha 88, o 8 representa o “H”, pois essa é a oitava letra do alfabeto, sendo assim, o número 88 significa “HH” que faz referência à famosa saudação nazista ao seu líder: “Heil Hitler”. Existem centenas de simbologias empregadas dentro do movimento skinheads, em sua maioria ligadas ao nazismo.
Assim como no movimento neonazista os “carecas” também fazem utilização dos diferentes meios de comunicação para fazer sua propaganda, utilizando termos e expressões agressivas que estimulam a violência entre pessoas integrantes do grupo e até de outros grupos, “raças” e opções sexuais diferentes.
Não existe uma explicação plausível para os fundamentos utilizados pelos skinheads que afirmam serem “raça superior ou pura”. E quais são os aspectos em que se tornam melhores que outras pessoas?
Sociólogos, psicólogos, entre outros profissionais, ainda não encontraram essa resposta, deixando a incógnita para o futuro.
É importante deixar claro que todos os grupos sociais de diferentes raças, credos, nacionalidades, devem ser respeitados, pois vivemos em uma sociedade onde todos têm o direito de ser, pensar e crer, como e no que quiser, mas infelizmente isso não significa que todos vivemos em condição igualdade e liberdade com a certeza de que não existe nenhum tipo de coercitividade nem de rechaças, isso é o que o perverso sistema “democrático” quer que nós pensemos, e se torna muito difícil construir um pensamento contrário a esse, justamente, porque temos os mais injustos, funestos e repugnantes meios de comunicação de todo o mundo, que contribuem para que permanecemos nesse quase eterno estado de putrefação mental.

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FILME BATISMO DE SANGUE - Helvécio Ratton 2006

É uma longa metragem baseada no livro homônimo de frei Betto.
Na década de 1960 o convento de padres dominicanos em São Paulo se transforma numa trincheira de resistência a Ditadura Militar no Brasil, movidos por ideais cristãos e comunistas quatro freis rebelados, apóiam um grupo guerrilheiro comandado pelo famoso membro do Partido Comunista Brasileiro, Carlos Marighella, que tem por objetivo desmantelar o governo militar, acabar com a tortura e instaurar um regime comunista no país.
No filme é devidamente retratada a perseguição e a opressão aos simpatizantes do comunismo, rebelados e guerrilheiros; considerados terroristas contra a pátria, que deveria ser idolatrada e qualquer movimento que contestasse e se posicionasse politicamente anti-regime era duramente punido e torturado. O governo ditatorial tenta a todo o momento sufocar a voz da mídia, dos meios de comunicação e silenciar a população, através da censura que impedia a publicação de qualquer texto ou conteúdo áudio-visual que contestasse ou criticasse o regime ditatorial, isso não permitia a liberdade de opinião e de expressão que é um ponto muito importante para a construção de uma sociedade mais democrática.
Ficam bem nítidas as atrocidades, a violência e as práticas de tortura e crueldade cometidas pelos militares contra pessoas que apenas tinham uma concepção política e ideológica diferente, que propunha uma sociedade mais justa e igual para todos, seria o regime comunista, que não faz distinção ou discriminação de pessoas seja por quaisquer características ou posições político-ideológicas.
Os rebeldes comunistas anti-regime militar, costumavam seqüestrar autoridades políticas, embaixadores, como é citado no filme, em troca da liberdade de presos políticos.
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PERSONAGENS DA PAZ - Irmã Dorothy (1931-2005)

Foi uma religiosa norte-americana naturalizada brasileira. Ganhou notoriedade e admiração ao lutar pelos direitos humanos e dos trabalhadores rurais da região Amazônica.
·Biografia / Principais lutas: Ingressou na vida religiosa em 1948, emitiu seus votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência em 1956. De 1951 a 1966, foi professora em escolas da congregação das Irmãs de Nossa Senhora de Namur nos Estados Unidos. Em 1966 iniciou seu ministério no Brasil, na cidade de Coroatá, no estado do Maranhão.
Irmã Dorothy estava presente na Amazônia desde a década de setenta junto aos trabalhadores rurais da Região do Xingu. Sua atividade pastoral e missionária buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, junto aos trabalhadores rurais da área da rodovia Transamazônica. Seu trabalho focava-se também na minimização dos conflitos fundiários na região.
Já no estado do Pará, a sua participação em projetos de desenvolvimento sustentável ultrapassou as fronteiras da pequena Vila de Sucupira, no município de Anapu, a 500 quilômetros de Belém do Pará, ganhando reconhecimento nacional e internacional.
Irmã Dorothy também participava da Comissão Pastoral da Terra (CPT) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desde a sua fundação e acompanhou com determinação e solidariedade à vida e à luta dos trabalhadores do campo, sobretudo na região da Transamazônica. Defensora de uma reforma agrária justa e conseqüente, Irmã Dorothy mantinha intensa agenda de diálogo com lideranças camponesas, políticas e religiosas, na busca de soluções duradouras para os conflitos relacionados à posse e à exploração da terra na região Amazônica.
Dentre suas inúmeras iniciativas em favor dos mais empobrecidos, Irmã Dorothy ajudou a fundar a primeira escola de formação de professores na rodovia Transamazônica, a Escola Brasil Grande.
Em 2004 recebeu premiação da Ordem dos Advogados do Brasil pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Em 2005, foi homenageada pelo documentário Amazônia Revelada.
Irmã Dorothy recebeu diversas ameaças de morte, sem deixar intimidar-se, mas, fatalmente, foi assassinada com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros do município de Anapu, no Pará.
No triste cenário dos conflitos agrários no Brasil, o nome de Irmã Dorothy associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.
·Exemplo de vida: “Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”. Irmã Dorothy.

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PERSONAGENS DA PAZ - Irmã Dulce (1914-1992)

Foi uma religiosa católica brasileira. Ganhou grande notoriedade e admiração por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados.
·Biografia / Principais lutas: Quando criança, costumava rezar e pedir sinais a Santo Antônio, pois queria saber se deveria seguir a vida religiosa. Desde os treze anos de idade, ela começou a ajudar mendigos e enfermos. Nessa mesma idade, foi recusada pelo Convento do Desterro por ser jovem demais, voltando a estudar.
Em 1932, depois de se formar, entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em Sergipe. Após seis meses de noviciado, tomou o hábito de freira. No dia 15 de agosto de 1934, ela fez sua profissão a fé e voltou à Bahia.
Desde então, dedicou toda a sua vida à caridade. Começou sua obra ocupando um barracão abandonado para abrigar mendigos. Chegou a receber a visita do Papa João Paulo II, quando esse esteve no Brasil, em virtude de seu trabalho com idosos, doentes, pobres, crianças e jovens carentes. Entre os diversos estabelecimentos que Irmã Dulce fundou estão o Hospital Santo Antônio, capaz de atender setecentos pacientes e duzentos casos ambulatoriais, o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), que abriga mais de trezentas crianças de 3 a 17 anos e o Círculo Operário da Bahia, uma escola de ofícios, com atividades culturais e recreativas.
Em 13 de março de 1992, infelizmente falece Irmã Dulce, devida grande debilidade por problemas respiratórios.
Em reconhecimento a sua vida de intenso trabalho religioso e atos caridosos, no mês de janeiro de 2009, a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano anunciou o voto favorável que reconhece Irmã Dulce como venerável.
·Exemplo de vida: “Miséria é a falta de amor entre os homens”. Irmã Dulce.

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PERSONAGENS DA PAZ - Chico Mendes (1944 -1988)

Foi um seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro. Sua intensa luta pela preservação da Amazônia o tornou conhecido internacionalmente e foi a causa de seu assassinato.
·Biografia / Principais lutas: Ainda criança começou aprender o ofício de seringueiro, acompanhando o pai em excursões pela mata.
Iniciou a vida de líder sindical em 1975, como secretário geral do recém-fundado Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia. A partir de 1976, participou ativamente das lutas dos seringueiros para impedir o desmatamento através dos “empates”, manifestações pacíficas em que os seringueiros protegem as árvores com seus próprios corpos. Organizava, também, várias ações em defesa da posse da terra pelos habitantes nativos e pelos povos indígenas.
Em 1977, participou da fundação do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Xapuri, e foi eleito vereador pelo MDB local. Recebe, então, as primeiras ameaças de morte, por parte dos fazendeiros, e começa a ter problemas com seu próprio partido, que não se identificava com suas lutas.
Em 1979, Chico Mendes reúne lideranças sindicais, populares e religiosas na Câmara Municipal, transformando-a em um grande foro de debates. Acusado de subversão, é submetido a duros interrogatórios. Sem apoio, não consegue registrar a denúncia de tortura que sofrera em dezembro daquele ano.
Chico e demais representantes dos povos da floresta (seringueiros, índios e comunidades quilombolas) apresentam reivindicações durante II Encontro Nacional, em Brasília.
Chico Mendes foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e um dos seus dirigentes no Acre, tendo participado de comícios com o então presidente, Lula, naquela região. Em 1980 foi enquadrado na Lei de Segurança Nacional a pedido de fazendeiros da região, que procuraram envolvê-lo no assassinato de um capataz de fazenda, possivelmente relacionado ao assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Brasiléia, Wilson Sousa Pinheiro.
Em 1981, Chico Mendes assume a direção do Sindicato de Xapuri, do qual foi presidente até sua morte. Candidato a deputado estadual pelo PT nas eleições de 1982, não consegue se eleger; e logo, é acusado de incitar posseiros à violência, foi julgado pelo Tribunal Militar de Manaus, e absolvido por falta de provas, em 1984.
Liderou o I Encontro Nacional dos Seringueiros, em outubro de 1985, durante o qual foi criado o Conselho Nacional dos Seringueiros (CNS), que se tornou a principal referência da categoria. Sob sua liderança a luta dos seringueiros pela preservação do seu modo de vida adquiriu grande repercussão nacional e internacional. A proposta da “União dos Povos da Floresta” em defesa da Floresta Amazônica, busca unir os interesses dos indígenas, seringueiros, castanheiros, pequenos pescadores, quebradeiras de coco babaçu e populações ribeirinhas, através da criação de reservas extrativistas. Por sua vez, essas reservas preservam as áreas indígenas e a floresta, além de ser um instrumento da reforma agrária, tão desejada pelos seringueiros.
Em 1987, Chico Mendes recebeu a visita de alguns membros da ONU em Xapuri, que puderam ver de perto a devastação da floresta e a expulsão dos seringueiros causada pelos projetos ambiciosos de empresas multinacionais. Dois meses depois leva estas denúncias ao Senado norte-americano e à reunião de um banco financiador, o BID. Os financiamentos a esses projetos são logo suspensos. Na ocasião, Chico Mendes é acusado por fazendeiros e políticos locais de “prejudicar o progresso”, o que aparentemente não convencera a opinião pública internacional. Alguns meses depois, Mendes recebe vários prêmios internacionais, destacando-se o Global 500, oferecido pela ONU, por sua luta em defesa do meio ambiente.
Ao longo de 1988 participa da implantação das primeiras reservas extrativistas criadas no estado do Acre. Ameaçado e perseguido por oposições organizadas, Mendes percorre o Brasil, participando de seminários, palestras e congressos onde denuncia a ação predatória contra a floresta e a violência dos fazendeiros para com os trabalhadores da região.
Após uma incessante luta a favor da desapropriação do Seringal Cachoeira, em Xapuri, agravam-se as ameaças de morte contra Chico Mendes, que por várias vezes denuncia publicamente os nomes de seus prováveis responsáveis. Deixa claro às autoridades policiais e governamentais que corre risco de vida e que necessita de garantias. No III Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), volta a denunciar sua situação, similar à de vários outros líderes de trabalhadores rurais em todo o país. A tese que apresenta em nome do Sindicato de Xapuri, Em Defesa dos Povos da Floresta, é aprovada por aclamação pelos quase seis mil delegados presentes. Ao término do Congresso, Mendes é eleito suplente da direção nacional da CUT. Assumiria também a presidência do Conselho Nacional dos Seringueiros a partir do II Encontro Nacional da categoria, marcado para março de 1989, mas infelizmente não sobrevivera até aquela data, pois fora assassinado no ainda no ano de 1988.
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PORTAL COMUNISTA - publicação de WILLIAN DE SOUZA

sábado, 4 de abril de 2009

PERSONAGENS DA PAZ - Dom Helder Camara (1909-1999)

Foi um grande líder religioso católico em Olinda e Recife, fundador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e atuou como um defensor dos direitos humanos durante o regime militar brasileiro. De acordo com a sua ideologia a igreja devera ser simples voltada para os pobres e a não-violência. Por sua atuação, recebeu diversos prêmios nacionais e internacionais. Foi o único brasileiro indicado quatro vezes para o Prêmio Nobel da Paz.
·Biografia / Principais lutas: Ingressou no Seminário Diocesano de Fortaleza em 1923, nesta instituição cursou e formou-se em filosofia e teologia. Foi ordenado padre no ano de 1931, em Fortaleza, aos 22 anos de idade. No mesmo ano, fundou a Legião Cearense do Trabalho e em 1933, a Sindicalização Operária Feminina Católica, que congregava lavadeiras, passadeiras e empregadas domésticas. Atuou na área da educação, participando de políticas governamentais do estado do Ceará na área da educação pública. Foi nomeado diretor do Departamento de Educação do Ceará. Para aprofundar seus estudos nesta área, foi transferido em 1936, para a cidade do Rio de Janeiro, então capital da República. Neste período, integra-se à Ação Integralista Brasileira, que propunha o resgate dos valores de “Deus, Pátria e Família”, além de fundar a Comissão Católica Nacional de Imigração, para apoio à imigração de refugiados.
Em 1950, Dom Helder entrou em contato com o Monsenhor Giovanni Batista Montini, então subsecretário de Estado do Vaticano e futuro papa Paulo VI, conseguiu a aprovação para a criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Nessa instituição, exerceu a função de secretário geral até 1964.
Em 1956, fundou a Cruzada São Sebastião, com a finalidade de dar moradia decente aqueles que estão em condições de suma miséria. Desta primeira iniciativa, outros conjuntos habitacionais surgiram. Em 1959, fundou o Banco da Providência, cuja atuação se desenvolve no atendimento aos miseráveis.
Diante da conturbada situação política nacional, e a divergência de posições com Cardeal Dom Jaime Câmara torna difícil sua permanência no Rio de Janeiro. No dia 12 de março de 1964, foi designado para ser arcebispo de Olinda e Recife, assim retorna a Pernambuco. De volta à sua terra, criou o movimento Encontro de Irmãos, Comissão de Justiça e Paz e fortaleceu as comunidades eclesiais de base, estabelecendo uma clara resistência ao regime militar. Tornou-se líder contra o autoritarismo e pelos direitos humanos. Não hesitou em utilizar todos os meios de comunicação para denunciar a injustiça. Pregava no Brasil e no exterior uma fé cristã comprometida com os anseios dos empobrecidos. Foi perseguido pelos militares por sua atuação social e política, sendo acusado de comunismo. Foi chamado de “Arcebispo Vermelho”. Foi-lhe negado o acesso aos meios de comunicação social após a decretação do AI-5, sendo proibida, inclusive, qualquer referência a ele. Desconhecido da opinião pública nacional, fez freqüentes viagens ao exterior, onde divulgou amplamente suas idéias e denúncias de violações de direitos humanos no Brasil. Foi adepto e promotor do movimento de não-violência ativa.
Nove anos depois de sua morte, em fevereiro de 2008 foi encaminhado à Congregação para a Causa dos Santos, no Vaticano, o pedido de beatificação de Dom Helder Câmara, pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
·Exemplo de vida: “O amor é o perfume das almas”. Dom Helder Camara.

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