segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A FAMÍLIA PARA KARL MARX

Até os mais radicais progressistas ficam indignados com a infame intenção comunista da abolição da família.

Em que se fundamenta a atual família na sociedade burguesa? No capital, no lucro privado. A família plenamente desenvolvida existe apenas para a burguesia.

Analisando a condição de existência do proletariado, sabe-se suas relações com a mulher e os filhos nada tem em comum com as relações familiares burguesas. Ela encontra seu complemento na ausência da vida familiar entre os proletários e na prostituição pública.

A família burguesa desaparece naturalmente ao deixar de existir seu complemento, e ambos desaparecem com o desaparecimento do capital.

A fraseologia burguesa sobre a família e a educação, sobre os afetuosos vínculos entre criança e pais, torna-se tão mais repugnante quanto a grande indústria rompe todos os laços familiares dos proletários e transforma suas crianças em simples artigos de comércio, em simples instrumentos de trabalho. A burguesia rasgou o véu de comovente sentimentalismo que envolvia as relações familiares e as reduziu a meras relações monetárias.

Segundo a população burguesa da época, os comunistas queriam introduzir a comunidade das mulheres. O burguês vê na própria esposa um simples instrumento de produção. Ouve-se dizer que os instrumentos de produção devem ser explorados em comum e só pode naturalmente chegar à conclusão que o mesmo uso em comum atingirá também as mulheres. Não suspeitam que se trata justamente de abolir a posição das mulheres com simples instrumentos de produção.

Os comunistas não têm necessidade alguma de introduzir a comunidade das mulheres; ela quase sempre existiu. Nossos burgueses não satisfeitos em tirarem as mulheres e filhas de seus proletários, para não falar da prostituição oficial, têm o maior prazer de se cornearem mutuamente, o casamento burguês é que é, na realidade, a comunidade das mulheres casadas.

Fonte: MANIFESTO COMUNISTA – MARX, Karl e ENGELS, Friedrich.

PORTAL COMUNISTA - publicação de WILLIAN DE SOUZA famousstudio_willian@yahoo.com.br

4 comentários:

Anônimo disse...

O cara não falou nada com nada, um verdadeiro lixo intelectual. Como alguém como ele pode falar de família se 4 de seus 7 filhos morrerem ainda bebês, que pai é esse? duas filhas cometeram suicídio; qual era o verdadeiro ambiente familiar dessas garotas e qual o alicerce de vida que esse cara deu aos seus filhos ao ponto delas cometerem suicídio? dependeu financeiramente da mulher durante os 16 anos que se dedicou a escrever "O Capital" - ainda assim, ele a traiu, teve um filho fora do casamento e não quis assumi-lo. Como um cara desse pode falar de família, e o pior, pessoas terem ele como exemplo?

Anônimo disse...

Vá se tratar, amigo, ou apenas fique menos chapado, o marxismo já é desconexo, e vc. consegue jogar mais tintas nesse caos.

Lauro Cesar Muniz disse...


É muito difícil entender qualquer conceito em um país dominado pela filosofia religiosa judaico-cristã. As raízes são por demais fortes para que qualquer panfleto consiga qualquer comunicação.

SP, 16 de novembro de 2015

Márcio disse...

Faça o que eu mando, não faça o que eu faço. Para si, Marx desejava uma família tradicional. Fazia criticas as escolhas das filhas por seus maridos, dizendo que o futuro genro era desqualificado e etc.
Ele desejava uma sociedade criada em creches e não por pais e mães, como conhecemos.
Os reis romanos faziam a mesma coisa com os escravos. Não queriam que os escravos tivessem origem paterna, pois isso gera um sentido de continuidade, laços familiares.
Segundo Marx, esses laços eram fruto do desejo de propriedade, de perpetuação da propriedade. Se esses laços fossem rompidos, haveria laços maiores, do humano pelo partido, pelo estado e etc.
Enfim era um bosta mesmo. O que desejava para si, não desejava para a maioria. Era um engenheiro social, que queria um admirável mundo novo, onde alguns pudessem definir o futuro de todos, e todos sem laços de amizade ou família, sendo dominados pelo estado ou partido.